Realização de um sonho

Pai com Esclerose Lateral Amiotrófica realiza sonho de levar filha ao altar

Publicado em Curiosidades 21/02/2020 às 8:38
Reprodução: Instagram

Há 13 anos, Antônio Arcanjo Rodrigues (53) convive com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença progressiva e degenerativa que afeta o sistema nervoso central. No dia 08 de fevereiro, Antônio conseguir realizar um sonho de sair de casa e acompanhar sua filha, Rosangela ao altar e dançar com ela no dia do seu casamento.

“Foi um momento no qual ele transcendeu a limitação da doença”, contou Rosane, irmã gêmea de Rosangela. De acordo com ela, a intenção da família era incluir 100% o pai na festa, para que ele pudesse desfrutar de tudo. “A alegria dele na pista, mesmo na cadeira e com a ventilação, foi muito gratificante e recompensadora”. Ele não saía de casa para um compromisso social há mais de 10 anos.

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O ELA acarreta em paralisia motora irreversível e é a mesma doença que acometeu o astrofísico britânico Stephen Hawking. Elaine Rodrigues, esposa de Antônio se emocionou “Chorei, muito, de felicidade […]. Uma das filhas ele já levou ao altar. Agora, espero que leve a segunda, ainda mais porque foi ela quem pegou o buquê da irmã”, afirmou.

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Nos dois primeiros anos da doença, Antônio ficou no hospital. Há 11, passou a fazer o tratamento home care. Uma empresa expert no tratamento em casa, a Lar e Saúde, aliás, junto com a Unimed Curitiba, foi quem organizou todo o planejamento para levar Antônio ao casamento, sem que nada saísse do controle. “Tivemos reuniões para organizar tudo o que precisávamos e evitar, ao máximo, qualquer alteração do paciente. Nossos enfermeiros, que trabalham diretamente com o Antônio, tiveram um papel muito importante: dar confiança e tranquilidade a ele e à família”, afirma Nathalie Baggio, da Lar e Saúde.

A enfermeira Patrícia de Oliveira, que há cerca de nove anos acompanha a família, conta que a comunicação com Antônio é complexa e exige tempo. “Vou ditando o alfabeto para ele e, com um sinal – que pode ser um leve sorriso ou um movimento com os olhos – conseguimos formar palavras e frases. Mas é muito difícil, acredito que ele cansa muito para se comunicar”, conta.

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