Vestido ideal

Saiba como surgiu e como poderá usar o vestido mídi no seu casamento

Publicado em Vestido de Noiva 16/02/2020 às 10:30
Foto: Pixabay

Vestidos de noiva são representados na iconografia tradicional e no pensamento coletivo quase sempre como longos. Os responsáveis por isso são as centenas de filmes, animações, séries, novelas e coberturas de casamentos reais que acabam retratando somente os modelos com extensas caudas, consequentemente longos. Mas engana-se quem acha que eles são a única alternativa para fazer qualquer mulher se sentir linda no dia do seu casamento. Os mídi, ou seja, os médios, são a prova disto, sendo um sucesso também entre os vestidos de festa.

Por serem mais leves, peças com este tamanho são muito usadas em uniões civis ou pelas noivas que optam por realizar cerimônias pela manhã ou à tarde. O modelo também costuma marcar presença nos casamentos realizados na praia, com pé na areia. A seguir você poderá saber um pouco da história do modelo e como ele consegue conversar com variados tipos de casamento.

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Versatilidade

Embora converse bastante com propostas menos convencionais e minimalista, isto não significa que ele é contraindicado para quem possui um gosto mais tradicional e deseja trocar as alianças em um vestido de noiva princesa.

O uso desse tipo de vestido é vem versátil devido a barra “meio termo”. Como ele deixa os pés à mostra, vale a pena o investimento em calçados que irão combinar. O mídi pede sandálias de salto ou scarpins, seja brancas ou não.

Foto: Pixabay

História do mídi

A história dos mídi é antiga. As bainhas dos vestidos começaram a subir na década de 20, com a entrada de mulheres no mercado de trabalho e a necessidade de vestes bem mais práticas. Após a Primeira Guerra Mundial, a juventude feminina conquistou o direito a usar vestidos com comprimento logo abaixo do joelho. Tendência essa que foi revertida na década seguinte pela indústria têxtil.

O estilista Christian Dior foi que expressou o desejo feminino por substituir as silhuetas retas do período pós-Segunda Guerra por saia rodadas, com bem mais movimento e volume, em 1947. A ideia que foi bastante criticada na época, influenciou os anos dourados, colocando a França como o epicentro das tendências fashion. Já nos anos 1950, o comprimento foi um dos looks-chaves da década. Somente a partir da década de 1970 que o mídi ganhou uma definição bem mais ampla como conhecemos hoje.

Suavidade e leveza

É um comprimento que já esteve em alta para noivas do passado, e carrega com ele uma aura vintage. Parte-se de uma leveza conquistada com uma saia mais curta escalando materiais delicados para os detalhes, como o tule e o organza, seja na parte de cima ou como mais uma camada na parte inferior, bem mais soltinha e rodada. Se unidas e o modelo mídi tiver mangas, bufantes ou não, ou um decote canoa, mesmo sendo simples ganha um ar romântico.

Discrição e charme

Os modelos mídi também são uma ótima opção para quem prefere algo mais sequinho. Ao invés de uma saia rodada, a saia pode ser tubinho, o que garante um look mais elegante e bastante sóbrio. Neste caso, o grande truque pode ser quebrar a expectativa de uma combinação monótona com o emprego de materiais e texturas pouco mais criativas, como as franjas, transparências parciais e até mesmo plumagem. Uma solução provocativa que promete ficar um escândalo no altar.  

Assim sendo, de tão versátil, os mídi podem ser usados em casamentos realizados em qualquer hora do dia e local, estando cada vez mais em alta entre os estilistas de vestidos de noiva. Consegue ir bem na igreja, no campo, na praia e qualquer que seja o estilo da cerimônia e festa. É uma escolha muito moderna e antenada apesar do toque vintage e retrô que a história do modelo pode induzir, e ainda assim não deixa de ser elegante.

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Vem Casar Comigo

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